free webpage counters

TCE retoma concurso que havia sido suspenso por suspeita de fraude; provas serão reaplicadas para quatro cargos

Sede do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) fica no Centro do Recife TCE-PE/Divulgação O Tribunal de Contas do Estado (TCE) anunciou, nesta se...

TCE retoma concurso que havia sido suspenso por suspeita de fraude; provas serão reaplicadas para quatro cargos
TCE retoma concurso que havia sido suspenso por suspeita de fraude; provas serão reaplicadas para quatro cargos (Foto: Reprodução)

Sede do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) fica no Centro do Recife TCE-PE/Divulgação O Tribunal de Contas do Estado (TCE) anunciou, nesta sexta-feira (12), a retomada do concurso público aberto no ano passado. A seleção foi suspensa em outubro por suspeita de irregularidades após a aprovação de uma candidata investigada por integrar uma quadrilha que fraudava exames (saiba mais abaixo). Em nota divulgada em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca responsável pela realização do certame, o TCE informou que a decisão de retomar o processo foi tomada em meio ao avanço das investigações. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE No texto, a instituição afirmou que a análise do conjunto probatório, "que incluiu documentos, dados estatísticos e informações compartilhadas pelas autoridades responsáveis pela investigação", permitiu a continuidade do concurso. Um novo cronograma do edital será publicado "em breve", conforme a nota. Segundo o órgão, foram identificadas irregularidades em apenas quatro dos dez cargos contemplados no certame: Auditor de Controle Externo – Contas Públicas; Auditor de Controle Externo – Tecnologia da Informação; Analista de Controle Externo – Contas Públicas; Analista de Gestão – Administração. Agora no g1 De acordo com o TCE, os candidatos inscritos para esses cargos terão que fazer novas provas, que serão aplicadas nos dias 23 e 30 de agosto. Os exames serão reaplicados para os faltosos da última prova, os eliminados do concurso e os envolvidos nas fraudes. O TCE informou também que o cronograma será retomado para outros seis cargos cujas provas não tiveram fraude, conforme as investigações. São eles: Auditor de Controle Externo – Contas Públicas de Saúde; Auditor de Controle Externo – Obras Públicas; Analista de Controle Externo – Obras Públicas; Analista de Controle Externo – Tecnologia da Informação; Analista de Gestão – Julgamento; Procurador do Tribunal de Contas. Segundo o órgão, com a retomada do cronograma para esses cargos, o resultado preliminar da prova objetiva será republicado, com a reabertura do prazo para apresentação de recursos. Suspeita de fraude O edital do concurso foi publicado em 30 de maio de 2025 e as provas foram aplicadas nos dias 31 de agosto e 7 de setembro do mesmo ano. A lista dos aprovados tinha sido divulgada no site da FGV no dia 6 de outubro. Entre eles, estava Laís Giselly Nunes de Araújo, que tinha passado em quinto lugar para o cargo de Auditora de Controle Externo em Tecnologia da Informação, com 67 pontos na prova objetiva. De acordo com as investigações, a candidata era conhecida por ter um histórico de aprovações em concursos públicos há 11 anos. Segundo o documento, ela acumula 14 registros de suspeitas de fraudes, sendo três deles ligados a certames realizados em 2022, quando começou a ser investigada. No mesmo ano, Laís foi aprovada para o curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Formada em direito, com inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Laís Giselly Nunes de Araújo foi aprovada num concurso público pela primeira vez em 2014, quando passou na prova da Autarquia Municipal de Trânsito de Ipojuca, no Grande Recife. Desde então, ela acumulou aprovações em diversos órgãos, como Ministério Público de Pernambuco (MPPE), prefeitura do Recife, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), prefeitura de Campina Grande (PB) e UFPE, onde foi nomeada servidora. Além de Laís, Luiz Paulo Silva dos Santos, natural do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, é outro pernambucano investigado pela operação da PF. Segundo o inquérito, ele é suspeito de fraudar mais de 67 concursos públicos, incluindo o Concurso Nacional Unificado (CNU) do ano passado. Ainda de acordo com as investigações, o esquema era realizado por uma organização criminosa, que contratava pessoas "com conhecimentos avançados" para resolver questões de provas e repassava os gabaritos aos seus clientes. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias